Não há nenhum erro em tornar conhecidas a mudanças realizadas em nós, por intermédio da ação do Espírito Santo, desde que o objetivo não seja a auto glorificação. Através do testemunho cristão, o crente demonstra à sociedade que já não é mais o mesmo, e que sua vida foi transformada, tornando-se numa nova criatura (Rm 8.1; II Co 5.17)
A importância do Testemunho
Como
disse o apóstolo Paulo:
"Portai-vos de modo que não
deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de
Deus."
A palavra testemunho é oriunda do vocábulo
latino testimoniu e significa, entre outras coisas: prova, vestígio, indício. De
acordo com o vocabulário evangélico, testemunhar não é apenas contar o que Deus
fez, mas também, pregar através do exemplo pessoal, que realmente somos
imitadores de Cristo. O Testemunho Cristão refere-se ao comportamento e as
atitudes dos servos de Deus, de acordo com o modelo bíblico, que o cristão
demonstra, no seu dia-a-dia, que é um discípulo do Senhor Jesus. É dever de todo
cristão, ter uma vida íntegra, independente do modelo e dos padrões da sociedade
moderna. Como disse o Senhor, por intermédio do profeta Malaquias: "Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o
ímpio; entre o que serve a Deus e o que não serve" (Ml 3.18); demonstrando,
assim, que o mundo deve ver esta diferença em nós (II Rs 4.9; I Tm
4.12).
Para ilustrar a importância do Testemunho
Cristão, o Senhor Jesus utilizou-se de dois elementos comuns aos ouvintes:
o sal e a luz. A ilustração do sal fala do nosso caráter; a luz
fala do nosso testemunho. Observe que Cristo falou primeiro do sal da terra e
depois da luz do mundo. Assim o caráter precede o testemunho. Vejamos algumas
lições práticas que podemos extrair desses dois elementos:
O Cristão como Sal da Terra: O
sal é chamado de cloreto de sódio. Esta substância tem propriedades importantes.
Por esta razão Jesus a utilizou para tipificar o papel dos seus
discípulos:
O sal é preservador: Ele
conserva e preserva; daí ser figura da pureza. Sua cor alva também fala disso.
Ele evita a deterioração.
O sal produz sede: "É a multidão perguntando aos apóstolos: "Que faremos varões
irmãos?" (At 2.37). É o carcereiro de Filipos clamando: "Senhores! Que é necessário que eu faça para me
salvar?" (At 16.31). São as multidões à procura de Jesus"
(Mt 4.25; 8.1; 12.15; 14.14). O crente, como sal, cria sede espiritual nos
outros, e, como luz, conduz as pessoas Àquele que é a fonte da salvação.
O sal é invisível quando em ação:
O sal antes de ser aplicado é visível, mas ao começar a agir,
temperando, preservando, etc., toma-se invisível. O sal age invisivelmente, mas
sua ação é claramente sentida.
O Cristão como Luz do Mundo:
Diferente do sal, que não é visto em ação, a luz só tem valor quando é
percebida. A ausência da luz permite que a escuridão prevaleça. Mas, quando a
luz chega, as trevas desaparecem.
A luz não tem preconceitos:
Ela tanto brilha sobre um criminoso como sobre uma criança inocente.
Ela tanto brilha sobre um lamaçal, como sobre uma imaculada flor. Assim deve ser
o crente no desempenho de sua missão de luz no mundo, esparzindo a luz do
Evangelho de Cristo sobre todos os povos, raças, culturas e indivíduos,
independente de idade, sexo, cor, religião, profissão e posição.
A luz precisa ser alimentada
(vv. 15,16): A luz que iluminava as casas nos tempos de Jesus era de lamparina,
alimentada através de um pavio mergulhado em azeite. O tipo de material da
lâmpada variava, mas o combustível era um só: o azeite. O mesmo ocorre ao
verdadeiro cristão. Ele depende sempre do óleo do Espírito Santo para difundir a
luz de Cristo e a luz do Evangelho.
A luz não se mistura: Mesmo
que ela ilumine lixo, sujeira, lamaçal, etc, ela não se contamina. Assim deve
ser o crente: viver neste mundo tenebroso à difundir a luz de Cristo, sem se
contaminar com o pecado e as obras infrutuosas das trevas. A importância vital
desses dois símbolos pode ser observada pelos efeitos que exercem. Se o sal for insípido, perderá totalmente o seu valor
(Mt 5.13). Se a luz estiver apagada ou escondida, nenhum benefício trará ao
ambiente (Mt 5.14).
Podemos enumerar, pelo menos três objetivos do testemunho cristão:
Demonstrar à sociedade que somos novas
criaturas: Não há nenhum erro em tornar conhecidas a mudanças
realizadas em nós, por intermédio da ação do Espírito Santo, desde que o
objetivo não seja a auto glorificação. Através do testemunho cristão, o crente
demonstra à sociedade que já não é mais o mesmo, e que sua vida foi
transformada, tornando-se numa nova criatura (Rm 8.1; II Co 5.17)
Evangelizar: Através do seu
testemunho pessoal, o cristão também evangeliza. Sua própria vida já é um
testemunho vivo do poder de Deus. Se demonstrarmos um bom testemunho diário,
estaremos propagando, com eficácia, o poder do Evangelho que é o poder de Deus
para salvação de todo aquele que crê, conforme Rm 1.16.
Glorificar a Deus: Ninguém
pode duvidar que, através do testemunho cristão, os homens podem glorificar a
Deus. Jesus disse: "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que
vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus." (Mt
5.16).
QUAL DEVE SER A ATITUDE DO CRISTÃO NO MUNDO?
A palavra de Deus, como "regra de fé e prática"
do cristão, descreve os princípios divinos que direcionam e guiam a vida do
cristão, independente de sua cultura, status, época, etc. (Sl 119.9,11,105; Jo
17.17). Vejamos, então, na Palavra de Deus, a atitude cristã neste mundo:
O Cristão não deve amar o
mundo (I Jo 2.15):
A palavra mundo, neste texto, não se refere a humanidade, e sim, ao sistema corrompido e perverso. Como cristãos não devemos amar as coisas deste mundo, tais como: a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida (I Jo 2.16).
A palavra mundo, neste texto, não se refere a humanidade, e sim, ao sistema corrompido e perverso. Como cristãos não devemos amar as coisas deste mundo, tais como: a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida (I Jo 2.16).
O Cristão não deve se conformar com o
mundo (Rm 12.2):
A expressão "não vos conformeis" tem o sentido de "não tomeis a forma" ou "não sejas igual". Em outras palavras, o apóstolo Paulo estava dizendo é que o cristão não deve tomar a forma do mundo, ou seja, não deve andar de acordo com o modelo e os padrões deste mundo.
A expressão "não vos conformeis" tem o sentido de "não tomeis a forma" ou "não sejas igual". Em outras palavras, o apóstolo Paulo estava dizendo é que o cristão não deve tomar a forma do mundo, ou seja, não deve andar de acordo com o modelo e os padrões deste mundo.
O Cristão não deve ser amigo do mundo
(Tg 4.4):
O apóstolo Tiago nos adverte que "qualquer que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus". Ser amigo do mundo significa compartilhar com o modo de viver deste mundo que "jaz no maligno" (I Jo 5.19).
O apóstolo Tiago nos adverte que "qualquer que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus". Ser amigo do mundo significa compartilhar com o modo de viver deste mundo que "jaz no maligno" (I Jo 5.19).
CONCLUSÃO
Como cristãos, devemos nos conscientizar que
somos "sal da terra" e "luz do mundo" (Mt 5.13,14); bem como
devemos nos comportar de modo íntegro, diante de Deus e dos homens, para que,
através do nosso testemunho, Deus seja glorificado (Mt 5.16). Como sal,
precisamos ter uma vida de tal forma que, aqueles que nos vêem e nos ouvem,
sintam que nossa presença faz diferença. Como a luz, precisamos, através do
nosso testemunho, contribuir para dissipar as trevas do pecado em nossa
volta.

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